Historia del Pueblo Gitano III

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Próximo destino das três famílias pode ser Brasília

Matéria do Jornal “Diário Catarinense” – 24/09/09

Ainda sem serviços básicos como água e eletricidade disponíveis, as três famílias ciganas, acampadas na Beira-Mar Norte, na Capital desde domingo, aguardam a infraestrutura mínima para a sobrevivência.

Segundo o líder da comunidade Kalon Rogério, se até a próxima segunda-feira eles não conseguirem as ligações que pediram, irão a Brasília para reclamar o problema.

– Olha como é. Para resolver nosso problema, que é tão pequeno, teremos de ir até Brasília – protesta.

Rogério está ciente de que a empresa do Sul do Estado, dona do terreno, registrou um boletim de ocorrência pelo que considera “invasão” da propriedade. Mas, segundo ele, se houver pedido de reintegração de posse, os ciganos vão recorrer.

– Nossa intenção era ficar só 13 meses por aqui. Mas como compraram briga, a gente só vai sair se tiver para onde ir. Não podem jogar a gente na rua. Temos três crianças na nossa comunidade – completa.

Ação de reintegração de posse deve ser protocolada

Não é só a falta de estrutura que promete dificultar a vida dos ciganos no local. Conforme um dos advogados da empresa, que prefere não se identificar, uma ação de reintegração de posse deve ser protocolada ainda nesta semana para tentar fazer com que as famílias saiam.

Os casos, de acordo com ele, têm o julgamento rápido, e a reintegração sai em uma semana, em média.

Apesar de ter ciência de que os ciganos ficam temporariamente nos terrenos, o advogado da empresa afirmou que o interesse de seus clientes é manter a área “limpa”.

Enquete feita pelo ClickRBS:

Os ciganos têm direito de utilizar áreas particulares para acampar?

Uma história de expulsões.

Matéria do Jornal “Diário Catarinense” – 24/09/09

Cultura nômade tem origem na dificuldade de permanência nos terrenos escolhidos. Líderes afirmam que maior problema enfrentado pelas comunidades é o preconceito

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Sem data, hora e destino certos, para eles, o normal é ser nômade. As

expulsões frequentes obrigaram a inserção desse costume à cultura. As crianças estudam em vários colégios durante a vida, e o preconceito, por vezes, tira a liberdade de declarar: eu sou cigano. Estes grupos, que viajam durante boa parte da vida, são cercados de mitos e polêmicas.

As famílias são as unidades básicas das comunidades ciganas. Vão juntas para os locais de acampamentos. Na Ponta do Coral, área central da Capital, onde ciganos se instalaram no domingo, são três famílias, somando nove pessoas, sendo seis adultos.

O tempo que um acampamento ficará montado em um local não segue regras, assim como o local. Conforme o líder do grupo, Kalon Rogério, geralmente são escolhidos terrenos públicos, sem construções e que não estejam sendo utilizados. Antes de montar acampamento, há uma consulta às cartas para avaliar se o local será bom.

As crianças vão às aulas. Elas são transferidas de escola a cada mudança. Os períodos mais longos de permanência são motivados justamente pela necessidade de os filhos estudarem. Em geral, conforme a cigana Rose Mari Carvalho, eles se mudam a cada três ou quatro meses, para que as crianças possam parar em uma escola.

O cuidado com a arrumação do acampamento, com a colocação de lonas para os colchões e o zelo com os filhos são responsabilidades das mulheres. É das mãos delas que saem as costuras, os bordados e os enfeites para os vestidos.

Ontem, quando começou a ventar, no fim da tarde, Célia Galvão, mulher de Rogério, ajudou a reforçar a estrutura para que as lonas não voassem. Filha de ciganos e nascida no Paraná, ela está acostumada com a rotina.

Há uma unanimidade entre os ciganos. O maior problema das comunidades é o preconceito. Célia comenta que são seguidas quando vão fazer compras no mercado. Rogério também afirma que a sociedade os acusa de serem ladrões.

– Tem cigano bom e cigano ruim, assim como tem não-cigano bom e não-cigano ruim – afirma ele.

LILIAN SIMIONI
Cultura cigana
– Sustento – A atividade principal dos ciganos é o comércio. Vendem utensílios domésticos, cobertores, colchas, edredons e toalhas de porta em porta ou na rua. Os ciganos preferem não se identificar como tais enquanto tentam vender. A justificativa, conforme Rogério, é evitar o preconceito. Segundo o cigano José Motta, a prática não é uma regra, mas uma opção recorrente nas comunidades
– Língua – São pelo menos sete idiomas ciganas no mundo, segundo Rogério. Rafael Galvão, de apenas sete anos, já se comunica em português e em kalon
– Leitura de mãos – As mulheres aprendem com mães e avós. Para as ciganas, tudo o que marca a vida da pessoa está escrito nas linhas da mão: as coisas que passaram e como será a vida em relação ao amor, ao dinheiro e à família. O aprendizado da leitura começa cedo. Só pode ler a mão a cigana que tiver o dom. No jogo de cartas elas ficam sabendo se têm o dom. As mulheres do acampamento da Ponta do Coral não vão para a rua procurar clientes, são eles que precisam procurá-las. O custo é de R$ 10
– Leitura de cartas – É uma atividade corriqueira, que os homens também podem exercer. É feita com baralho cigano, e não pode ser para todos os clientes. Somente os “merecedores” é que podem ter as cartas jogadas, segundo Rogério. A consulta das cartas custa R$ 25
– Religião e casamento – Cada família decide a religião que vai seguir. Casamentos, por exemplo, são feitos como os demais, em igrejas. A diferença fica na comemoração. Os padrinhos, tanto do noivo quanto da noiva, ajudam no pagamento das contas. Isto porque a festa não se resume a um dia. Começa, pelo menos, 15 dias antes da data oficial. O colorido dos vestidos e dos enfeites vão para a festa. As danças e o churrasco são indispensáveis nestas ocasiões

Líder cigano afirma que grupo ficará acampado em Florianópolis até que seja obrigado a sair

Matéria do Jornal “A Notícia” de joinville – 23/09/09

Acampamento foi montado no domingo em terreno privado na Baía Norte

O líder do grupo cigano que está acampado na Ponta do Coral, próximo à avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, Kalon Rogério, afirmou que não deixará o local até que um documento oficial ou autoridade obrigue a saída.

Nove ciganos em três famílias ocuparam o terreno particular na Baía Norte no domingo. Antes, estavam em uma área no Parque Florestal do Rio Vermelho, no Norte da Ilha de Santa Catarina, onde ficaram por um mês.

Segundo Rogério, panelaso grupo deixou o local porque ficava distante de serviços essenciais e de estabelecimentos para comprar comida. O acampamento no terreno da Baía Norte continua sem fornecimento de energia elétrica e água, mas as três crianças do grupo já estão matriculadas em uma escola municipal.

Rogério ainda espera que a prefeitura destine um local com infraestrutura adequada para que os grupos ciganos possam montar acampamento.

Ele entrou em contato com o subsecretário de direitos humanos da Presidência da República, Perly Cipriano, para tentar garantir a manutenção do acampamento. Os advogados dos proprietários do terreno já registraram um boletim de ocorrência sobre a ocupação do terreno.